
Quando se trata da educação de crianças, cada país tem suas próprias práticas e tradições. Na Alemanha, é comum ver crianças indo sozinhas para a escola, enquanto em outros lugares, como no Brasil, os pais costumam acompanhá-las, principalmente em cidades grandes. Essas diferenças culturais podem levar a mal-entendidos e julgamentos, especialmente quando se trata do papel dos pais na vida escolar de seus filhos. Neste post, gostaria de conversar com vocês sobre o que os alemães chamam de „Pais Helicópteros“.
O termo „Helikopter Eltern“ (literalmente Pais Helicópteros) é usado para descrever pais que tendem a ser superprotetores e excessivamente envolvidos na vida de seus filhos, muitas vezes acompanhando-os em todas as atividades e decisões. No Brasil, é comum que os pais levem e busquem seus filhos na escola, participem de reuniões de pais e estejam envolvidos ativamente em sua vida escolar.
Na Alemanha, por outro lado, é mais comum as crianças irem sozinhas para a escola, utilizando o transporte público ou até mesmo indo a pé ou de bicicleta. Muitos pais alemães afirmam que isso ajuda a desenvolver independência e a autonomia de seus filhos desde cedo, encorajando-os a desenvolver habilidades de locomoção e responsabilidade. Para muitos pais brasileiros, isso é um choque cultural enorme e chega a ser visto como uma irresponsabilidade.
Julgamento e Mal-Entendidos:
Para os brasileiros que vivem na Alemanha, adaptar-se à ideia de deixar seus filhos irem para a escola sozinhos pode ser muito difícil, especialmente se esse já era um hábito da família no Brasil. O pior é quando essas mães e pais começam a se sentir julgados por pais de outros alunos e até mesmo por professores da escola, que muitas vezes os rotulam de „Helikopter Eltern“, ou „Pais Helicópteros“.
Eu acredito que o importante é entender que essas diferenças culturais não indicam necessariamente que um estilo parental é melhor do que o outro. Cada abordagem tem suas vantagens e desvantagens, e o que funciona para uma família pode não funcionar para outra. É crucial respeitar e reconhecer essas diferenças, em vez de julgar ou criticar os pais por suas escolhas.
Seu filho! Sua criação!
Eu penso que não nos devemos deixar influenciar em excesso pela cultura do país em que vivemos, se nosso coração não se sente à vontade. Mesmo que afirmem: “Ah, mas a Alemanha não é tão violenta quanto o Brasil. Não há essa necessidade como lá!” Eu pergunto, será mesmo? Para que algo grave aconteça, basta uma pessoa mal intencionada. Você vai arriscar a vida das pessoas que mais ama só para agradar pessoas que te julgam como superprotetor(a)?
O mais importante de tudo é: Ouça o seu coração! Se você e sua família se sentem mais à vontade e seguros com um dos pais indo buscar os filhos na escola, não importa o julgamento dos demais. Como os alemães dizem: “Scheiß drauf!” A segurança da minha família vem em primeiro lugar. E não o seu julgamento.